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Economia

há 2 anos

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Produtores de soja de Mato Grosso do Sul enfrentam desafios com custos altos e estiagem

O CMN autorizou a renegociação de dívidas do crédito rural; Os pedidos de renegociação têm prazo total de dois meses, até 31 de maio.

Os produtores de soja em Mato Grosso do Sul estão enfrentando um cenário desafiador em 2024, marcado por altos custos de produção e estiagem persistente, que ameaçam reduzir as colheitas previstas e causar prejuízos significativos nas receitas dos agricultores locais.

Segundo o secretário-executivo da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Rogério Beretta, a safra de soja no estado está atualmente cerca de 60% concluída, e as projeções indicam uma colheita bem abaixo dos números alcançados em 2023. No ano passado, foram colhidas 15 milhões de toneladas de soja, enquanto a estimativa para 2024 é de apenas 12,5 milhões de toneladas.

Essa redução na produção é particularmente preocupante considerando os mais de quatro milhões de hectares de soja cultivados nesta safra em Mato Grosso do Sul, com uma estimativa de produção de 54 sacas por hectare. Com os altos custos de produção e a estiagem prolongada, os agricultores enfrentam a perspectiva de perdas que podem chegar a cerca de 40% de suas receitas, aumentando o risco de endividamento do setor.

O Ministério da Fazenda também divulgou informações recentes sobre a queda nos preços de commodities agrícolas, como soja, milho, carne e leite, em algumas regiões, exacerbando ainda mais os desafios enfrentados pelos produtores. O clima desfavorável não está afetando apenas Mato Grosso do Sul, mas também outras regiões do país, como a região Sul e o Estado de São Paulo.

Para mitigar os prejuízos, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a renegociação de dívidas do crédito rural para investimentos, beneficiando produtores de Mato Grosso do Sul e de outros 15 estados, nas áreas de soja, milho e bovinocultura de leite e carne. Os pedidos de renegociação têm prazo total de dois meses, até 31 de maio.

Além disso, o governo estadual anunciou que as instituições financeiras podem renegociar até 100% do valor principal das parcelas com vencimento entre 2 de janeiro e 30 de dezembro deste ano, desde que os financiamentos estejam amparados por programas de investimento rural.

Essas medidas de apoio requerem o amparo dos programas de investimento rural do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), bem como de linhas de investimento rural dos fundos constitucionais.

 

 

 

 

 

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