O real enfrenta um dos piores desempenhos cambiais dos últimos 24 anos, com uma desvalorização acumulada de 21,5% em 2024. Esse índice já se aproxima da queda observada durante a crise da pandemia de Covid-19, um dos períodos mais críticos para a moeda brasileira.
Na última terça-feira (17), o dólar chegou a atingir R$ 6,20, embora tenha fechado o dia ligeiramente abaixo, a R$ 6,09, ainda assim marcando um recorde histórico. O cenário de instabilidade econômica, especialmente relacionado à gestão das contas públicas do Brasil, tem impactado negativamente o câmbio. A alta dos juros nos Estados Unidos tem atraído investidores para ativos mais seguros, o que tem pressionado ainda mais as moedas de mercados emergentes, como o real.
Apesar do pacote fiscal lançado pelo governo brasileiro no final de 2023, a confiança dos investidores não foi restaurada, e a fuga de capitais intensificou a pressão sobre o câmbio. Isso resulta em um aumento na volatilidade da moeda brasileira, que se tornou mais suscetível a choques econômicos internos e externos.

