Estudos, propostas e debates para uma nova reforma da previdência vem ganhando força. Um novo texto, apresentado recentemente, propõe o aumento gradual da idade mínima para aposentadoria para 67 anos, e também faz alterações nas regras para Microempreendedores Individuais (MEIs) e para aposentadoria especial.
Em meio aos diálogos sobre o tema, o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) se manifestou contrário às propostas, defendendo que as medidas seguem um "roteiro conhecido", e que "sempre procuram resolver os problemas fiscais impondo novos sacrifícios aos trabalhadores brasileiros."
"O Sindnapi é contrário a qualquer iniciativa que tenha como ponto de partida a retirada de direitos ou a criação de mais obstáculos para quem trabalha, produz riqueza e contribui durante toda a vida para a Previdência Social. Não é justo nem aceitável que, a cada discussão sobre o tema, a primeira solução apresentada seja aumentar a conta para quem já suporta o peso da carga tributária e das dificuldades do mercado de trabalho", diz a nota oficial, publicada na última segunda-feira (20).
A entidade reforçou que a Previdência precisa, sim, ser sustentável, mas que a sustentabilidade deve ser construída "por meio de novas fontes de financiamento, do combate à sonegação, da cobrança das dívidas previdenciárias e de políticas que fortaleçam o emprego formal e ampliem a base de contribuintes".
"Também é inadmissível que propostas dessa dimensão sejam discutidas sem a participação efetiva dos maiores interessados: os trabalhadores, aposentados e pensionistas. Nenhuma mudança nas regras da Previdência pode ser construída em gabinetes, sem ouvir quem será diretamente afetado por elas".
Vale lembrar que nenhuma proposta chegou a ser recebida ou confirmada pelo Governo. Mas as discussões estarem em pauta já acendem um alerta aos trabalhadores.

