Campo Grande registrou inflação acumulada de 5,06% nos últimos 12 meses, ultrapassando o limite estabelecido pelo Banco Central, de 4,5%. No acumulado de 2024, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na capital chegou a 4,61%, com destaque para os alimentos, que lideraram as altas de preços.
Em novembro, a inflação avançou 0,63%, a segunda maior entre as capitais brasileiras. O grupo alimentação e bebidas apresentou alta de 2,63%, impulsionado por produtos como carnes, arroz, mandioca, frutas e hortaliças. As carnes, em especial, tiveram aumentos expressivos. Cortes como costela acumularam alta de 27,06% em 12 meses, enquanto o arroz registrou elevação de 16,25% no mesmo período.
A estiagem prolongada e a menor oferta de produtos no mercado interno foram determinantes para o aumento dos preços. No setor de transporte, o índice subiu 0,36%, influenciado por passagens aéreas e veículos novos. Por outro lado, o grupo habitação registrou queda de 0,79%, devido à redução na tarifa de energia elétrica residencial.
O cenário de alta nos preços, especialmente nos alimentos básicos, pressiona o orçamento das famílias e reforça os desafios econômicos enfrentados pela capital sul-mato-grossense. A inflação em Campo Grande segue acima da média nacional, que foi de 4,87% no acumulado de 12 meses.

