Mato Grosso do Sul se firmou como um novo polo de produção de laranja no Brasil, com a citricultura em pleno crescimento e atraindo grandes investimentos. O Grupo Cutrale, gigante mundial do setor, é um dos principais responsáveis por essa expansão, com um projeto ambicioso em Sidrolândia. A primeira fase da produção, que já está em operação, prevê o plantio de quase 5 mil hectares de laranja e envolve um investimento de R$ 500 milhões.
O governador Eduardo Riedel, que visitou a Fazenda Aracoara, entre Sidrolândia e Campo Grande, acompanhou o andamento do projeto, que já conta com uma área experimental de 120 hectares e gera 200 empregos diretos. Até 2026, a fazenda deverá alcançar 4,8 mil hectares plantados, com previsão de produção de 8 milhões de caixas de laranja por ano. Quando o projeto estiver totalmente concluído, o investimento pode chegar a R$ 1 bilhão.
Além da Cutrale, outros grandes produtores também estão apostando na citricultura do estado, como o Agro Terena e o Grupo Junqueira Rodas, que estão implantando pomares em Bataguassu e Paranaíba, respectivamente. Na semana passada, o Grupo Moreira Sales anunciou um investimento de R$ 1,2 bilhão na região de Ribas do Rio Pardo, com a previsão de plantar 8 milhões de caixas de laranja e gerar mais de 3 mil empregos diretos e indiretos.
A produção de laranja no estado se beneficia de condições ideais, como clima favorável, solo adequado e uma legislação rigorosa no controle de doenças, como o “greening”, que afetou pomares em outros estados. Mato Grosso do Sul tem se tornado uma alternativa viável para a citricultura, com um ambiente de negócios favorável, e as perspectivas para o setor são promissoras.
O Governo do Estado também tem desempenhado um papel importante, investindo em infraestrutura e logística para facilitar o escoamento da produção. O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, afirmou que a citricultura está se consolidando como uma grande alternativa de desenvolvimento econômico e geração de empregos, com o estado projetando o plantio de 50 mil hectares nos próximos anos.

