Em outubro, Campo Grande registrou o maior aumento percentual no valor da cesta básica entre as capitais brasileiras, subindo 5,10% e alcançando a quinta posição no ranking dos conjuntos de alimentos mais caros do país, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O tomate foi o item que mais impactou o orçamento, com alta de 17,21%, seguido pela carne bovina (8,62%), café em pó (4,65%), óleo de soja (4,20%) e batata (1,69%). Já o preço do leite de caixinha apresentou uma leve queda de 0,32%, interrompendo uma tendência de aumentos trimestrais.
Com a alta acumulada de 9,97% nos últimos 12 meses, o custo da cesta básica revela a pressão inflacionária sobre a renda dos moradores de Campo Grande. No mês de outubro, um trabalhador campo-grandense precisou dedicar 117 horas do mês para cobrir o custo da cesta, 11 horas a mais que a média nacional.
Para suprir as necessidades básicas de uma família brasileira, o Dieese calcula que o salário mínimo ideal deveria ser de R$ 6.769,87, valor que corresponde a quase cinco vezes o salário mínimo atual, de R$ 1.412,00.

