Com iniciativas focadas em infraestrutura e desenvolvimento, Mato Grosso do Sul está prestes a receber um porto multifuncional, alinhado à conclusão da Rota Bioceânica. Este projeto conecta o Brasil ao Paraguai, passando por Porto Murtinho e Carmelo Peralta, e também facilita o acesso à Argentina e ao Chile via Oceano Pacífico.
O governador Eduardo Riedel recebeu uma proposta em um encontro com Guillermo Misiano, presidente do Grupo PTP, responsável pelo empreendimento. A PTP é a maior operadora no Rio Paraguai, gerenciando uma rede de portos no Paraguai, Argentina, Uruguai, Brasil e até na Espanha.

Jaime Verruck, secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), explicou que a PTP já adquiriu uma área para o porto e está avançando na obtenção das licenças permitidas. Misiano destacou que as licenças ambientais e nacionais estão em andamento, com expectativa de início da construção após sua obtenção, concluídas a primeira fase até o final do próximo ano.
A ponte da Rota Bioceânica, que liga o município de Porto Murtinho (Brasil) a Carmelo Peralta (Paraguai), estava com 52% das obras concluídas e com previsão de finalização em novembro de 2025 – até o último balanço divulgado no dia 5 de julho. O Consórcio Pybra - responsável pela construção da ponte -, destacou que a obra envolve mais de 150 trabalhadores diretos e 450 indiretos.
A obra do acesso que liga a BR-267 até a ponte internacional com aproximadamente R$ 472 milhões em investimentos já está licitada e a previsão é de que tenha início nos próximos meses.
Localização privilegiada
A hidrovia Paraguai-Paraná é um dos trechos mais extensos e importantes da navegação interior internacional. Percorre quase metade da América do Sul, totalizando 3.442 km navegáveis, sendo 1.720 km em terras brasileiras, passando por cinco países: Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.
Localizada na região hidrográfica do Paraguai, tem seu início no município de Cáceres, interior de Mato Grosso, com trechos nas fronteiras entre Brasil e Bolívia e entre Brasil e Paraguai. Passa pelo território paraguaio até a confluência com o rio Paraná, continua por Rosário, em território argentino, até alcançar o oceano Atlântico, em Nova Palmira, no Uruguai.
Com grande potencial logístico, Mato Grosso do Sul possui um setor sucroenergético robusto e consolidado com 19 usinas em operação. Usinas de álcool, biodiesel e etanol com grande competitividade nos mercados nacional e mundial.
Além dos combustíveis, conta ainda com elevado transporte de soja e outras cargas diversificadas para o escoamento, tais como: fertilizantes líquidos, grãos, derivados de milho, açúcar e contêineres.

