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Economia

há 2 anos

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Conta de luz em MS: possível reajuste histórico?

Queda no IGP-M e custo da energia elétrica apontam para reajuste mais ameno, mas subsídios ainda são preocupação

Especialistas apontam que os consumidores de energia elétrica em Mato Grosso do Sul podem ter um alívio nas contas, já que o aumento previsto pode ser o menor dos últimos sete anos. A queda no Índice Geral de Preços para o Mercado (IGP-M) e a redução no custo de compra de energia são os principais fatores que contribuem para essa perspectiva.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) havia estimado um aumento médio de 5,6% nas contas de energia em todo o país para este ano. Entretanto, se confirmado um percentual abaixo das expectativas, os consumidores da Energisa-MS, que abrange 74 municípios do estado, incluindo a capital Campo Grande, podem se beneficiar com um reajuste menor.

No ano anterior, o reajuste médio na conta de luz da região foi de 9,28%, representando um aumento significativo. Com exceção de 2017, quando houve uma pequena redução, os anos seguintes registraram aumentos consideráveis, culminando com o maior aumento em 2022, atingindo 18,16%.

O atual cenário é marcado pela queda no IGP-M, que apresentou uma variação negativa de -4,26% nos últimos 12 meses. Além disso, o custo de compra de energia também está em declínio, o que pode contribuir para uma redução no reajuste da tarifa.

No entanto, a concessão de subsídios pelo governo, destinados a diversas modalidades como a tarifa social de energia e a geração distribuída, pode exercer pressão para um aumento na tarifa.

Apesar disso, as expectativas são otimistas, com previsões de que a variação no reajuste não ultrapasse um dígito. O saldo da devolução do ICMS do Pis/Cofins também contribui para essa perspectiva, trazendo benefícios adicionais aos consumidores.

Diante desse cenário, a luta contra os altos subsídios na conta de luz continua, com o argumento de que o consumidor não deve arcar com esses custos adicionais.

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