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Economia

há 2 anos

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Investimentos recordes impulsionam crescimento econômico em Mato Grosso do Sul

Dentre os setores que mais contribuíram, destaca-se o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)

Mato Grosso do Sul comemora um feito extraordinário em sua trajetória econômica, ao registrar um recorde histórico na arrecadação de impostos em 2023, totalizando expressivos R$ 19,3 bilhões. Este número surpreendente representa um incremento de 8,71% em relação ao ano anterior, consolidando o estado como uma potência fiscal e indicando uma sólida resiliência diante dos desafios econômicos enfrentados em nível global.

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) divulgou os números, destacando que o recorde supera significativamente os R$ 17,8 bilhões arrecadados em 2022, que já havia estabelecido uma marca notável. Este êxito é atribuído não apenas à robustez da economia local, mas também a políticas tributárias estratégicas implementadas.

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) emerge como o grande protagonista, contribuindo com expressivos R$ 16,4 bilhões, representando 84,82% do montante total arrecadado. Esse resultado ressalta a importância crucial do setor de comércio e serviços na estrutura econômica do estado.

Dentre os setores que mais contribuíram, destaca-se o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), atingindo a marca de R$ 1,07 bilhão, e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCD ou ITCMD), que arrecadou R$ 429,2 milhões.

Quando se analisa o desempenho por segmentos, o setor terciário, abrangendo comércio e serviços, lidera a arrecadação com R$ 6,8 bilhões, correspondendo a 41,46% do total. Notavelmente, o setor de petróleo, combustíveis e lubrificantes também desempenhou um papel significativo, contribuindo com R$ 5,3 bilhões, evidenciando sua relevância na economia estadual.

Embora o setor primário, composto por agricultura e pecuária, tenha apresentado uma variação negativa de 14,11%, o setor industrial registrou um aumento modesto de 3,01%. A energia elétrica, por sua vez, obteve um incremento de 14,66%, indicando diversificação nas fontes de receitas.

Para analistas, a perspectiva para 2024 é de estabilidade na arrecadação estadual, influenciada pelo crescimento de setores econômicos específicos. Embora a queda nos preços das commodities agrícolas possa ter impacto, a diversificação da matriz produtiva do estado é vista como um fator positivo.

O aumento do ICMS sobre combustíveis e a redução da taxa básica de juros são considerados elementos favoráveis, sugerindo um ambiente propício para a manutenção da arrecadação em patamares elevados. 

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