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Economia

há 2 anos

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Recompra de refinarias pela Petrobras gera debates no setor de refino

Associação de refinadores privados alerta que medida não resolverá o déficit de abastecimento no Brasil

Após a declaração do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre a recompra das refinarias pela Petrobras, a Refina Brasil, associação que representa refinadores privados, expressou preocupações quanto a essa medida. Segundo Evaristo Pinheiro, presidente da Refina Brasil, essa ação seria um desperdício de recursos, pois não contribuiria para aumentar a produção de derivados no Brasil.

Atualmente, o país enfrenta um déficit de abastecimento de cerca de 650 mil barris de petróleo por dia. No entanto, em vez de buscar maneiras de aumentar a capacidade de produção, o governo considera a recompra de refinarias já existentes. Pinheiro argumenta que essa medida não adicionaria barris adicionais à produção de derivados.

O processo de venda de refinarias da Petrobras começou em 2017, com o objetivo de abrir 25% do parque de refino para o setor privado, mas essa iniciativa não progrediu substancialmente. Agora, discute-se a possibilidade de recompra dessas unidades pela estatal.

No entanto, essa recompra poderia enfrentar obstáculos com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) devido à concentração de mercado resultante. Além disso, a Refina Brasil ressalta que o problema fundamental no setor de refino é a falta de acesso a petróleo a preços competitivos.

Para lidar com essa questão, as refinarias privadas pretendem participar de leilões da Pré-sal Petróleo (PPSA) para adquirir petróleo do pré-sal a preços mais atrativos. A Refina Brasil reúne oito das dez refinarias privadas do país e destaca a necessidade de previsibilidade para que o setor possa investir e atender à demanda de derivados no Brasil.

O ministro Alexandre Silveira também enfatizou que a recompra de refinarias está em consideração, mas que o governo respeitará contratos e buscará soluções que respeitem os interesses dos investidores privados. Ele defendeu o controle estatal de setores estratégicos e afirmou que o governo atual é diferente do anterior nesse aspecto.

Por enquanto, a questão da recompra de refinarias permanece em debate, enquanto o Brasil busca maneiras de garantir o suprimento de derivados de petróleo em meio a desafios no setor de refino.

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