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Economia

há 2 anos

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Queda da Selic: Como isso afeta seu bolso e suas dívidas

Entenda o impacto das reduções na taxa básica de juros e saiba como gerir suas finanças

A taxa Selic, conhecida como a taxa básica de juros da economia brasileira, desempenha um papel crucial no cenário financeiro do país. Recentemente, o Copom (Comitê de Política Monetária) promoveu um corte de 0,5 ponto percentual na Selic, o que pode ter implicações significativas para consumidores e empresários em todo o Brasil.

Para os consumidores que possuem dívidas vinculadas a taxas de juros variáveis, como empréstimos pessoais, financiamentos ou cartões de crédito, a trajetória de queda da Selic pode representar um alívio em seus orçamentos. Isso acontece porque, à medida que a Selic diminui, os juros nas parcelas de dívidas tendem a cair, o que pode resultar em uma redução no valor total da dívida e nas despesas mensais. Embora a queda de 0,5 ponto percentual possa parecer modesta por si só, analistas acreditam que as reduções subsequentes podem ter um impacto mais expressivo nas taxas de juros do mercado.

Um exemplo prático dessa redução de juros pode ser visto em um empréstimo pessoal de R$ 5.000, financiado em 12 meses. Antes do corte da Selic, com a taxa em 13,25% ao ano, a parcela mensal era de R$ 535,55. Com a nova taxa de juros, essa parcela diminuiu para R$ 534,31. Embora a diferença seja relativamente pequena, ela reflete uma tendência que pode se acentuar com futuras reduções da Selic.

Empresários também são afetados pela queda da Selic, pois as taxas de juros mais baixas impactam seus custos de financiamento e capital de giro. Um empresário que deseja emprestar R$ 50.000 para o capital de giro por 90 dias pagará R$ 62,61 a menos por mês. Além disso, o desconto de duplicatas no valor de R$ 20.000 também sofrerá uma redução de R$ 25 nos juros pagos, de acordo com cálculos da instituição financeira.

A expectativa dos analistas é que o Copom continue reduzindo a Selic nos próximos meses, possivelmente chegando a 11,75% ao final deste ano, com uma taxa calculada em 9% para 2024. No entanto, mesmo com a queda da Selic, as taxas de juros médias para empréstimos pessoais nos principais bancos comerciais do país ainda permanecem elevadas, atingindo cerca de 7,98% ao mês, quase 151% ao ano.

Os consumidores são aconselhados a evitar contrair novas dívidas, se possível. Caso seja necessário recorrer a empréstimos ou financiamentos, é fundamental avaliar cuidadosamente as condições oferecidas pelas instituições financeiras e comparar as taxas de juros efetivas. O Custo Efetivo Total (CET) da operação, que leva em consideração todas as tarifas, tributos, seguros e despesas relacionadas, deve ser o principal critério de escolha.

Para aqueles que já possuem dívidas, a queda da Selic pode ser um momento oportuno para renegociar pendências ou considerar a portabilidade para instituições que ofereçam melhores condições de pagamento. 

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