O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, manifestou sua aprovação em relação ao reajuste nos preços dos combustíveis anunciado pela Petrobras. Ele destacou que, embora haja um impacto negativo esperado na inflação deste ano, considera a decisão acertada para manter o alinhamento dos preços internos com o mercado internacional.
Em um evento promovido pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Campos Neto explicou sua perspectiva: "Na terça-feira, tivemos o reajuste de combustíveis, que terá impacto [na inflação] ao longo de 2023. Confesso que considerei uma decisão acertada, pois não é apropriado haver um grande distanciamento dos preços [internacionais]. Apesar do impacto negativo que esperamos, acreditamos que é uma decisão acertada".
O chefe do Banco Central também previu que o aumento do preço da gasolina deve contribuir com cerca de 0,4 ponto percentual para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2023. Ele enfatizou que o aumento do diesel não terá um impacto direto na cadeia de produção, mas o aumento da gasolina terá. Isso, por sua vez, pode levar a revisões para cima nas projeções de inflação para este ano.
A Petrobras anunciou um reajuste no preço da gasolina nas refinarias, aumentando em R$ 0,41 por litro, chegando a R$ 2,93. O diesel também sofrerá um aumento de R$ 0,78 por litro, atingindo R$ 3,80. Esses aumentos marcam os primeiros desde a implementação da nova política comercial da empresa, que deixou de seguir o conceito de paridade de importação em maio.
É importante ressaltar que a gasolina desempenha um papel significativo no IPCA, um índice que mede a variação média dos preços no país. O aumento nos preços dos combustíveis contribui para a pressão inflacionária, e isso pode complicar os esforços do Banco Central em atingir a meta de inflação para o ano de 2023.

