O projeto de revitalização da Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande, enfrentará novos desafios após ser excluído do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Orçado em cerca de R$ 150 milhões, o avanço da terceira etapa das obras agora dependerá de financiamento externo, que deverá ser obtido pela Prefeitura por meio de operações de crédito.
A decisão do governo federal foi atribuída ao alto volume de propostas enviadas ao programa, o que tornou inviável a inclusão de todos os projetos. Para contornar a situação, a Prefeitura de Campo Grande buscará alternativas para viabilizar o financiamento, o que ainda exige aprovação de órgãos como a Caixa Econômica Federal e o Tesouro Nacional, além do aval do Legislativo.
O plano de revitalização da Avenida Ernesto Geisel busca solucionar problemas históricos de erosão, desmoronamento e alagamentos na região, que afetam moradores e o tráfego em importantes vias da cidade. Desde 2011, intervenções vêm sendo realizadas ao longo do Rio Anhanduí, mas apenas uma parte das obras foi concluída. Dos 7,5 km planejados, pouco mais de 2,6 km receberam melhorias estruturais.
O novo projeto de revitalização, além de ações para controle de enchentes e drenagem, prevê melhorias urbanísticas, como a criação de ciclovias, áreas de lazer e espaços para práticas esportivas. A intenção é transformar a região, garantindo benefícios tanto na infraestrutura quanto na qualidade de vida da população.

