Os motoristas do transporte coletivo urbano de Campo Grande retomam as negociações com o Consórcio Guaicurus nesta segunda-feira (25) em busca de um acordo sobre reajuste salarial e benefícios. Apesar do adiamento da paralisação inicialmente marcada para hoje, a possibilidade de greve ainda está em pauta e pode ocorrer ao longo da semana, caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas.
Entre os principais pontos discutidos, os trabalhadores solicitam um reajuste salarial de 8% e aumento no valor do vale-alimentação, que atualmente é de R$ 250 e passaria para R$ 350. Eles também demandam a implementação do vale-gás de forma mensal e a ampliação da cobertura do plano de saúde, além de outras melhorias nos benefícios.
A categoria, composta por cerca de 1.100 profissionais, afirma que os atuais valores não acompanham o aumento do custo de vida. Por outro lado, o Consórcio Guaicurus, responsável pela concessão do transporte coletivo, propôs um reajuste de 4%, defendendo que enfrenta dificuldades financeiras devido ao desequilíbrio econômico do sistema e à estagnação da tarifa do transporte, atualmente fixada em R$ 4,75.
O impasse sobre os reajustes salariais ocorre em paralelo à perícia judicial que avalia as contas da concessionária. A análise, iniciada em outubro, foi determinada para decidir sobre o pedido da empresa de aumentar a tarifa para R$ 7,79. Entretanto, o processo de revisão tarifária foi suspenso pela Justiça até que a perícia seja concluída.

