Os motoristas que atuam no transporte coletivo de Campo Grande, sob a gestão do Consórcio Guaicurus, decidiram realizar uma paralisação no dia 25 de novembro. O motivo é a ausência de um acordo sobre o reajuste salarial, que deveria ter sido implementado em outubro, mas até o momento não houve uma proposta da empresa. Caso a paralisação não resolva a questão, há a possibilidade de uma greve, dependendo da decisão da assembleia dos trabalhadores.
A categoria exige um aumento salarial de 8%, além de melhorias nos benefícios, como o aumento no vale-alimentação e o reajuste na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Os motoristas também solicitam a regularização do vale-gás mensal, atualmente oferecido de forma intercalada, e uma ampliação na cobertura do plano de saúde.
Em paralelo, uma perícia nas contas da empresa está em andamento desde outubro e deve ser concluída até dezembro. A análise está sendo feita para avaliar a situação econômica do Consórcio Guaicurus e discutir possíveis reajustes na tarifa do transporte público, que poderia alcançar o valor de R$ 7,79. O processo está sendo acompanhado por autoridades judiciais e envolve um debate sobre o equilíbrio financeiro do contrato de concessão do serviço.
Embora a empresa tenha obtido lucros superiores ao esperado em anos anteriores, a redução no número de passageiros e a queda na distância percorrida pelos ônibus geraram insatisfações tanto entre os motoristas quanto entre a população que depende do transporte coletivo.

