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Economia

há 2 anos

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J&F obtém novas vitórias na disputa pela Eldorado, mas futuro da fábrica de celulose segue incerto

Apesar das recentes decisões favoráveis, a disputa continua a atrasar investimentos de R$ 25 bilhões prometidos para a expansão da produção de celulose.

A J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, conquistou duas importantes vitórias na guerra judicial contra a Paper Excellence pelo controle acionário da fábrica de celulose Eldorado, em Três Lagoas (MS). No entanto, a disputa, que já se arrasta desde 2019, continua sem prazo para ser finalizada, o que ameaça a execução de um investimento de R$ 25 bilhões anunciado pelo governo federal para a ampliação da planta industrial.

Na última sexta-feira (20), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) suspendeu o processo de arbitragem que estava em curso, favorecendo a J&F. A decisão permitiu que o banco Itaú, depositário da Eldorado, devolvesse o livro de acionistas e o valor depositado pela Paper Excellence durante a tentativa de compra, uma negociação que nunca foi finalizada.

Além dessa decisão judicial, a J&F sofreu um novo impacto nesta segunda-feira (23), quando Juan Fernández-Armesto, presidente do tribunal arbitral, renunciou ao cargo, alegando ameaças diretas por parte da empresa dos Batista. Outro árbitro, Paulo Mota Pinto, também abandonou o caso, afirmando que a situação ultrapassou os limites da viabilidade da arbitragem. Ambos citaram a hostilidade e pressão enfrentadas ao longo do processo, que tornaram impossível sua continuidade com imparcialidade.

A disputa começou em 2017, quando a J&F vendeu a Eldorado para a Paper Excellence por R$ 15 bilhões. A empresa indonésia chegou a depositar cerca de R$ 3,7 bilhões, mas a transação foi interrompida, levando ao litígio. Desde então, a valorização do mercado de celulose aumentou o valor estratégico da Eldorado, e a J&F passou a buscar formas de reverter a venda.

Em nota, a Paper Excellence criticou a postura da J&F, acusando a rival de ameaças e desrespeito às regras do tribunal arbitral. A renúncia dos árbitros deixa o processo ainda mais indefinido, dificultando a resolução do conflito e a execução dos investimentos que poderiam beneficiar a economia da região.

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