A capital sul-mato-grossense registrou um aumento significativo de 95% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de acordo com o novo Boletim da Infogripe. Os dados analisados, referentes à semana epidemiológica de 24 a 30 de março, revelam uma tendência preocupante de crescimento desses casos na região.
Embora a queda nos casos de COVID-19 seja observada em todo o país, outros vírus respiratórios, como o da influenza, têm apresentado um aumento alarmante. O médico infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, Julio Croda, explicou que esse aumento está associado ao período sazonal de vírus como o sincicial respiratório e o da influenza, especialmente entre crianças menores de 2 anos e idosos.
Diante desse cenário, Croda ressaltou a importância da vacinação contra a influenza, destacando que é essencial que a população prioritária busque as unidades de saúde para receber a imunização. Segundo o Instituto Todos Pela Saúde, a contaminação por COVID-19 diminuiu para 12%, enquanto os casos de influenza aumentaram para 25% e os do vírus sincicial respiratório cresceram 18% em todo o país.
Além de Campo Grande, outras 16 capitais brasileiras apresentam sinal de crescimento de SRAG, evidenciando a gravidade da situação em nível nacional. A prefeitura de Campo Grande antecipou a vacinação contra a gripe para idosos acima de 60 anos como medida preventiva. Nos primeiros dias de vacinação, 17,5 mil pessoas foram imunizadas na cidade, representando 5,8% do público-alvo estimado em cerca de 300 mil pessoas.
Em relação a um novo imunizante, a Anvisa autorizou o registro da vacina da Pfizer, que protege contra o vírus sincicial respiratório. Essa vacina pode ser administrada em gestantes no terceiro trimestre de gestação, gerando anticorpos que beneficiam o bebê. No entanto, a disponibilidade nos postos de saúde ainda não foi divulgada.

