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6x1

há 6 horas

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Senado dá novo passo para acabar com a escala 6x1

Proposta que reduz a jornada de trabalho e amplia os dias de descanso avançou na Comissão de Constituição e Justiça nesta quinta-feira (27)

O relator da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, senador Paulo Paim (PT-RS), votou nesta quinta-feira (27) pela aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A medida é um novo passo na tramitação da proposta, que busca reduzir a jornada semanal e ampliar o período de descanso dos trabalhadores.

A PEC estabelece mudanças no regime de trabalho previsto na Constituição. O objetivo é substituir a atual possibilidade de seis dias de trabalho para um de descanso por uma jornada com mais dias de folga, além de reduzir gradualmente a carga horária semanal.

Durante a análise na CCJ, o relator apresentou parecer favorável ao avanço da proposta. A comissão é responsável por avaliar a constitucionalidade e os aspectos jurídicos das matérias antes que elas possam seguir para outras etapas de votação no Senado.

Próximos passos

A aprovação do parecer na CCJ não significa que o fim da escala 6x1 já esteja valendo. A PEC ainda precisa cumprir outras etapas de tramitação no Congresso Nacional antes de uma eventual mudança na Constituição.

Caso avance, a proposta ainda será analisada pelo plenário do Senado. Para uma PEC ser aprovada, é necessário o apoio de três quintos dos senadores, em dois turnos de votação. Depois, o texto ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados.

A discussão sobre a escala 6x1 ganhou força nos últimos anos, especialmente entre trabalhadores que defendem uma redução da jornada e maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Impacto para trabalhadores e empresas

A mudança pode afetar diretamente setores que atualmente adotam jornadas com seis dias consecutivos de trabalho, como comércio, serviços, hotelaria, alimentação e outras atividades.

Defensores da proposta argumentam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Já setores empresariais avaliam que uma eventual mudança exigirá adaptações na organização das equipes e nos custos de operação.

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