A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, seja encaminhada para a primeira instância da Justiça. O pedido ocorre em meio ao avanço de apurações da Polícia Federal sobre suspeitas de tráfico de influência e possíveis negociações envolvendo contratos com o governo federal.
Segundo a PGR, não haveria, entre os investigados, uma autoridade com foro privilegiado que justificasse a permanência do caso no STF. Lulinha é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Uma das linhas de investigação envolve suspeitas relacionadas à tentativa de viabilizar a venda de medicamentos à base de canabidiol ao governo federal. O contrato, segundo informações divulgadas sobre o caso, teria valor estimado em R$ 626 milhões.
PF investiga possível benefício indireto
A Polícia Federal também apura se Lulinha teria sido beneficiado indiretamente pela atuação da empresária e lobista Roberta Luchsinger, que teria buscado contatos políticos para facilitar negociações relacionadas aos produtos de canabidiol.
Mensagens obtidas durante a investigação também teriam indicado uma aproximação entre Lulinha e Roberta em tratativas comerciais. Os investigadores analisam conversas e contatos relacionados às negociações.
Lulinha aparece como investigado em inquéritos que tramitam no STF. As suspeitas, no entanto, ainda estão em fase de investigação e não representam condenação ou comprovação definitiva de crime.
A defesa do filho do presidente contesta as acusações e critica o vazamento de informações da investigação. Os advogados também afirmam que Lulinha não pode ser responsabilizado por informações ainda não comprovadas.

