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Investigação

há 6 horas

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PF finaliza relatório sobre Lulinha e aponta novas suspeitas envolvendo contratos de cannabis

Investigação conduzida no STF apura possíveis crimes de tráfico de influência e corrupção e analisa diálogos que citam atuação de Roberta Luchsinger em negociações com o governo federal

 

 

 

 

A Polícia Federal (PF) concluiu o relatório de uma das frentes de investigação que apuram a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e encaminhou o material ao Supremo Tribunal Federal (STF). As apurações envolvem suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações com o governo federal.

O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça, que autorizou, em 30 de julho, a abertura de investigação para apurar a possível atuação de Lulinha em articulações relacionadas à comercialização de cannabis medicinal no governo. A PF também investiga a empresária Roberta Luchsinger, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”.

Entre os elementos analisados pelos investigadores estão conversas atribuídas a Roberta Luchsinger. Segundo a apuração, a empresária teria afirmado que falava em nome de Lulinha e buscado uma comissão de 20% em uma negociação envolvendo um projeto de cannabis medicinal com o governo federal. A defesa do filho do presidente nega irregularidades e afirma que Roberta não tinha autorização para representá-lo em negociações.

As investigações também analisam a relação entre Lulinha e Antônio Carlos Camilo Antunes. Em depoimento à PF, Roberta afirmou ter apresentado os dois em um contexto social. Ela também confirmou ter prestado serviços relacionados à regulação do mercado de canabidiol no Brasil e negou participação em qualquer atividade ilícita.

Com a conclusão do relatório, o material deverá ser analisado pelo Ministério Público Federal (MPF), que poderá avaliar se há elementos para apresentar denúncia ou solicitar novas diligências. A conclusão da PF, por si só, não significa que Lulinha tenha sido denunciado ou condenado.

A defesa de Lulinha contesta as suspeitas e afirma que ele não recebeu valores por negócios de empresários com o governo. Em julho, os advogados também questionaram a abertura do novo inquérito e defenderam que a investigação não deveria tramitar no STF.

O caso ocorre no contexto das investigações sobre fraudes em descontos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A PF apura possíveis conexões entre diferentes personagens envolvidos nas investigações, enquanto o STF acompanha os procedimentos sob relatoria de Mendonça.

Em agosto, novas informações divulgadas sobre os diálogos analisados pela PF ampliaram o foco sobre a relação de Roberta com Lulinha e com outros investigados. Entre os elementos citados está ainda a compra de joias para Marco Aurélio Santana Ribeiro, que, segundo a defesa do ex-chefe de gabinete, estaria relacionada a um empréstimo já quitado.

Agora, a continuidade do caso dependerá da análise do relatório pelo MPF e pelo STF. As investigações permanecem em andamento, e os envolvidos são considerados investigados até eventual decisão judicial definitiva.

 

 

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