Às vésperas dos 127 anos de Campo Grande, comemorados em 26 de agosto, o Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, entra em uma nova fase. Após anos de limitações e interdição, o estádio voltou à agenda do Governo de Mato Grosso do Sul, que prepara a recuperação da estrutura com investimento estimado em R$ 17 milhões.
A transferência do Morenão da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) para o Governo do Estado abriu caminho para que o poder público estadual avance nas intervenções necessárias e estruture uma nova forma de gestão para o espaço.
O governador Eduardo Riedel classificou o momento como um recomeço e destacou a importância histórica do estádio para Campo Grande e para o esporte sul-mato-grossense.
“O Morenão talvez seja o ícone dessa história”, afirmou Riedel.
O governador também reconheceu o papel da UFMS e da reitora Camila Ítavo no processo que possibilitou a transferência do estádio para o Estado. Com a mudança, o Governo passou a ter condições de avançar em medidas que estavam relacionadas à situação jurídica e administrativa do espaço.
A recuperação do Morenão já começa pelo gramado. A Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul atua na substituição do campo e na implantação de um novo sistema de irrigação.
Paralelamente, o Governo de Mato Grosso do Sul prepara a licitação para as obras de recuperação do estádio. Segundo Riedel, o investimento estimado é de R$ 17 milhões e o processo licitatório está em fase final.
“A gente está terminando a licitação e, daqui a pouco, começam as obras de recuperação do Morenão”, afirmou o governador.
"Morenão reaberto já!"
A retomada da estrutura também é defendida pelo deputado estadual Pedrossian Neto, que há anos atua pela revitalização e reabertura do estádio.
Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), o parlamentar liderou articulações em defesa da recuperação do Morenão e cobrou uma solução para o longo período de interdição da arena.
Pedrossian Neto defende que a recuperação do estádio é importante para a retomada do futebol e do esporte em Mato Grosso do Sul. Para o deputado, o período de abandono do Morenão se tornou um símbolo da decadência do futebol sul-mato-grossense.
Andamento
A revitalização, nesse sentido, representa não apenas a recuperação de uma estrutura esportiva, mas também a tentativa de resgatar a relação histórica do Morenão com Campo Grande. Ao longo de décadas, o estádio recebeu partidas e eventos que marcaram a trajetória esportiva do Estado.
A proposta do Governo, porém, vai além da reabertura dos portões. A intenção é recuperar o espaço, colocá-lo novamente em funcionamento e buscar um modelo de gestão que permita sua utilização e sustentabilidade no longo prazo.
A recuperação também pode criar novas oportunidades para atletas de Mato Grosso do Sul, ao devolver à Capital uma estrutura de grande porte para receber competições e atividades esportivas.
Assim, a revitalização conecta a memória do Morenão ao futuro do esporte estadual: preservar um dos principais símbolos esportivos de Campo Grande e, ao mesmo tempo, criar condições para que novas gerações possam construir suas próprias histórias no estádio.
Para Riedel, o momento representa justamente essa mudança de fase.
“É um recomeço”, resumiu o governador.

