Um homem identificado como Kleber, conhecido pelo apelido de "Zé Gotinha", foi preso em flagrante pela Polícia Civil suspeito de vender cocaína dentro da Santa Casa de Cassilândia, município localizado a 419 quilômetros de Campo Grande. Segundo as investigações, ele também integraria o Comando Vermelho (CV), onde atuava como "olheiro" da organização criminosa.
A prisão foi realizada por equipes do Setor de Investigações Gerais (SIG) durante o desdobramento de uma apuração sobre a disputa entre as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) pelo controle do tráfico de drogas na região do Bolsão.
De acordo com o boletim de ocorrência, Kleber trabalhava como segurança na unidade hospitalar e era monitorado pelos investigadores após ser apontado como responsável por levantar informações sobre possíveis alvos da facção. Em um dos episódios investigados, ele teria acompanhado a rotina de uma vítima utilizando uma bicicleta e repassado os dados aos integrantes do grupo criminoso.
Além dessa atuação, a Polícia Civil afirma que o suspeito aproveitava o ambiente de trabalho para comercializar cocaína acondicionada em pinos plásticos. Durante a abordagem, realizada enquanto ele estava de serviço, os policiais encontraram diversas porções da droga prontas para a venda.
Na residência do investigado, os agentes apreenderam dezenas de pinos plásticos vazios, cadernos com anotações sobre preparo e dosagem da droga, materiais utilizados para embalagem, uma balança de precisão, munições calibre .38 e capacetes de motociclista com viseiras escuras.
Conforme a polícia, em depoimento informal, o suspeito admitiu envolvimento com o tráfico e informou que recebia a droga de outro homem já conhecido pelas forças de segurança.
Kleber foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, posse irregular de munição de uso permitido e integração a organização criminosa. Ele permanece preso e à disposição da Justiça.
A reportagem tentou contato com a Santa Casa de Cassilândia para obter um posicionamento sobre o caso, mas não conseguiu retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação da instituição.

