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CRIME

há 2 horas

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Justiça aumenta penas de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz pelo assassinato de Marielle Franco

Tribunal de Justiça do Rio acolheu recurso do Ministério Público e elevou condenações dos ex-policiais militares envolvidos na execução da vereadora e do motorista Anderson Gomes

A Justiça do Rio de Janeiro ampliou, nesta quinta-feira (6), as penas de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro. A decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) atendeu a um recurso apresentado pelo Ministério Público e aumentou o tempo de prisão dos dois ex-policiais militares.

Com a nova decisão, a pena de Ronnie Lessa passou de 78 anos e nove meses para 81 anos e dez meses de prisão. Já a condenação de Élcio Queiroz aumentou de 59 anos e oito meses para 76 anos e seis meses de reclusão. Ambos foram condenados por envolvimento direto na execução da vereadora, além da tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves, que também estava no veículo no momento do ataque.

Sebraetec

O recurso analisado pelo Tribunal de Justiça foi apresentado pelo Ministério Público, que questionou pontos da sentença original. Entre os argumentos utilizados estava a gravidade do crime, a repercussão nacional e internacional do assassinato e as circunstâncias da execução, realizada em uma via pública da capital fluminense.

Ronnie Lessa foi apontado como o responsável pelos disparos que mataram Marielle e Anderson, enquanto Élcio Queiroz conduzia o veículo utilizado no crime. Os dois confessaram participação no assassinato durante as investigações e firmaram acordos de colaboração premiada, que ajudaram no avanço da apuração sobre outros envolvidos no caso.

O assassinato de Marielle Franco, vereadora do Rio pelo PSOL, ocorreu em 14 de março de 2018, quando ela retornava de um evento na região central da cidade. O crime gerou repercussão internacional e passou a ser um dos casos mais emblemáticos de violência política no Brasil.

Além dos executores, a investigação avançou sobre suspeitos de participação no planejamento do crime. Em 2026, outros envolvidos apontados como mandantes também foram julgados pela Justiça, incluindo os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, além do ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa.

A decisão que ampliou as penas ainda pode ser alvo de novos recursos pelas defesas dos condenados.

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