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Polícia

há 3 horas

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Esposa de cantor sertanejo é ex de líderança do PCC e investigada por lavar dinheiro para o crime organizado

Antes de ser esposa de Diego, da dupla Henrique e Diego, Jaqueline Amaral foi companheira de Carambola, braço direito de Marcola, por 20 anos

Jaqueline Maria Afonso Amaral, esposa de Diego, da dupla sertaneja Henrique e Diego, é alvo da Operação Fruto Envenenado, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS), suspeita de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) usando contas de familiares e amigos.

Investigações da Polícia Federal apontaram ainda que, antes de se casar com o cantor sertanejo, Jaqueline foi companheira de uma das líderanças da facção, Julinho Carambola, por 20 anos. Ele é apontado como braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e apontado como um dos mandantes do assassinato do juiz Antonio José Machado Dias, ocorrido em março de 2003.

Sebraetec

Segundo a Polícia Federal, Jaqueline teria recebido quase R$ 3 milhões entre 2018 e 2022 para manter uma vida de luxo e lavar dinheiro para a facção.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Campo Grande. Um veículo, no nome da mãe da investigada, foi apreendido em uma casa na Vila Nhanhá.

Outro veículo, de luxo, foi apreendido em um condomínio na saída para Três Lagoas.

Divulgação Polícia Federal

A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 2,7 milhões suspeitos de ligação com a facção.

Defesa nega envolvimento:

Em nota, a defesa negou o envolvimento de Jaqueline nos crimes citados.

"A sra. JAQUELINE MARIA AFONSO AMARAL esclarece que recebeu com surpresa diligência de busca e apreensão na sua residência, sob pretexto de investigação de supostas relações com integrantes de organização criminosa, de vez que se separou e se afastou de seu ex-companheiro há vários anos, tendo constituído outro núcleo familiar. Além disso, a sra. JAQUELINE MARIA AFONSO AMARAL mantém atividade empresarial lícita e regular, não tendo nada a esconder de autoridades, colocando-se à disposição para prestar os esclarecimentos necessários. Neste sentido, inclusive, entregou seu telefone celular, fornecendo senha de acesso, considerando que nada há de ilícito no seu conteúdo, em atitude plenamente colaborativa. A defesa técnica, assim que tiver acesso ao processo, poderá esclarecer com mais propriedade as circunstâncias que levaram ao equívoco de tornar a sra. JAQUELINE MARIA AFONSO AMARAL alvo da referida operação".

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