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Rural

há 2 anos

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Quebra na safra de soja em Mato Grosso do Sul ameaça empregos no campo

Projeções indicam prejuízos de R$ 4 bi e possíveis demissões no setor agrícola devido à queda significativa na produção

Mato Grosso do Sul enfrenta um cenário desafiador na safra de soja 2023/2024 com uma projeção de perda de produtividade que poderá gerar um prejuízo estimado em R$ 4 bilhões em comparação ao ciclo anterior. Esta queda não só impacta a economia local, mas ameaça também o emprego de muitos trabalhadores rurais na região.

De uma produção recorde de 15 milhões de toneladas na safra 2022/2023, o estado deve colher apenas 12,9 milhões de toneladas na atual temporada, uma redução drástica de 13,89%. Segundo a Aprosoja-MS e dados do Siga MS, isso representa uma perda de aproximadamente 38 milhões de sacas de soja que deixarão de ser comercializadas, influenciando diretamente a economia local.

O impacto dessa quebra se estende ao emprego no campo. Economistas explicam que a redução na demanda por mão de obra rural é uma consequência direta da queda na produção. Além disso,  a diminuição da receita dos agricultores afeta não só aqueles diretamente envolvidos na produção, mas também setores correlatos como comércio e serviços locais, que dependem da renda gerada pelo agronegócio.

Os números são claros: a saca de soja, que era vendida a R$ 174 em abril de 2022, hoje é comercializada a R$ 112,94, uma desvalorização de 35% em dois anos. Ao mesmo tempo, os custos de produção aumentaram 13,85%, ampliando as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais.

Esse cenário reflete não apenas um desafio econômico, mas também social, com potencial de afetar profundamente o modo de vida e a capacidade de investimento dos agricultores no estado. 

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