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INVESTIGAÇÃO

há 17 horas

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TJMS confirma liminar e concede Habeas Corpus ao médico João Jazbik

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) concedeu habeas corpus ao médico João Jazbik Neto, preso em flagrante após a Polícia Civil encontrar armas de fogo em sua residência durante o atendimento a uma ocorrência de suicídio.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) concedeu habeas corpus ao médico João Jazbik Neto, preso em flagrante após a Polícia Civil encontrar armas de fogo em sua residência durante o atendimento a uma ocorrência de suicídio.

Conforme o acórdão publicado nesta sexta-feira na edição nº 5.904 do Diário da Justiça, embora haja nos autos relato de uma suposta alteração da cena dos fatos, os desembargadores entenderam que as armas e munições já foram apreendidas, as principais diligências investigativas foram realizadas e os elementos de prova permanecem sob controle das autoridades.

Alems

Com esse entendimento, o Tribunal concluiu que medidas cautelares diversas da prisão são suficientes para garantir o andamento da investigação. Assim, concedeu o habeas corpus para confirmar a liminar anteriormente deferida, mantendo a substituição da prisão preventiva pelas medidas cautelares impostas ao médico.

Relembre o caso

João Jazbik Neto foi preso em flagrante pelos crimes de posse irregular de arma de fogo e fraude processual após policiais serem acionados para atender uma ocorrência de suicídio em sua residência.

Durante as diligências, os investigadores ouviram os caseiros, que relataram a existência de armas de fogo no imóvel e informaram que elas teriam sido retiradas de um local e colocadas em outro antes da chegada da polícia.

Com base nesses fatos, o médico foi autuado pelos dois crimes.

Na época, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) informou que, além da prisão em flagrante, seria instaurado um inquérito complementar para apurar as circunstâncias da morte de Fabíola Marcotti.

Em nota divulgada após a autuação, o advogado José Trad afirmou que o médico colaborou com as autoridades durante toda a investigação, sustentou que não havia elementos que indicassem a hipótese de feminicídio e classificou a prisão como um episódio ocorrido "em meio a uma grande tragédia pessoal e familiar".

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