Uma réplica de carro de boi mineiro, preservada por 50 anos por uma família de pecuaristas, passa a integrar o acervo do Museu do Fazendeiro, em Mato Grosso do Sul. A peça foi doada por Dácio Queiroz Silva, pecuarista e segundo vice-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), e reproduz em detalhes um dos veículos que circularam pela Fazenda Fronteira.
Fabricada pelo artesão Epifânio Gonçalves, a réplica se destaca pelo trabalho de marcenaria e pela reprodução de componentes característicos do carro de boi, como os cabeçalhos e as rodas. Estas eram protegidas por aros de metal e tinham formato apropriado para enfrentar terrenos acidentados, com pedras e áreas úmidas.
Os carros de boi foram importantes meios de transporte de cargas no Brasil rural. Puxados por juntas de bois, podiam utilizar até oito juntas, conforme a distância percorrida e o volume transportado.
Introduzido no período colonial pelos portugueses, o veículo de tração animal foi utilizado durante séculos para escoar a produção agrícola e transportar mercadorias, desempenhando papel importante na circulação de produtos pelo interior do país.
Museu preserva a história da pecuária
O Museu do Fazendeiro funciona no hall de entrada do prédio da diretoria da Acrissul e reúne imagens e objetos que ajudam a contar a história da pecuária em Mato Grosso do Sul.
A instituição também recebe doações de famílias que desejam preservar lembranças e objetos ligados à trajetória rural do Estado. A proposta é ampliar o acervo e manter viva a memória de gerações que contribuíram para o desenvolvimento da atividade pecuária.

