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há 1 ano

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Reajuste na tarifa de ônibus de Campo Grande pode ser autorizado após decisão do STJ

Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pode abrir caminho para um aumento na tarifa do transporte coletivo em Campo Grande. A Corte anulou uma medida tomada pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Sérgio Fernandes Martins, que barrava a possibilidade de reajuste solicitado pelo Consórcio Guaicurus, responsável pelo serviço na capital.

Atualmente, o valor pago pelos passageiros é de R$ 4,75, enquanto a chamada tarifa técnica, utilizada para calcular o custo real do serviço, está fixada em R$ 5,95. O consórcio reivindica um reajuste que pode elevar esse valor para R$ 7,79, refletindo diretamente no preço cobrado dos usuários.

O embate começou em 2023, quando a Justiça reconheceu o direito do Consórcio Guaicurus de reajustar a tarifa e manter a data base de outubro para revisões contratuais, conforme estabelecido no contrato firmado em 2012. A decisão foi da juíza Cíntia Xavier Letteriello, da 4ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos de Campo Grande.

No entanto, em dezembro do mesmo ano, o desembargador Eduardo Machado Rocha suspendeu a decisão, argumentando que as empresas estavam registrando lucros superiores aos previstos. Em janeiro de 2024, ele reverteu sua própria decisão, restaurando o entendimento da juíza.

Diante disso, a Prefeitura de Campo Grande solicitou a suspensão da liminar ao presidente do TJMS. Sérgio Martins atendeu ao pedido em fevereiro, alegando que o reajuste seria prejudicial à população.

O caso, porém, chegou ao STJ, onde a ministra Maria Thereza de Assis Moura decidiu que Martins não tinha competência para suspender uma decisão proferida por outro magistrado. A Corte Especial do STJ confirmou esse entendimento no mês passado, resultando no restabelecimento da decisão favorável ao consórcio.

Com a decisão, o Consórcio Guaicurus tenta implementar o reajuste tarifário e argumenta que os prejuízos acumulados tornam urgente a revisão do contrato. O processo na 4ª Vara de Fazenda Pública segue parado até a conclusão de uma perícia técnica nas contas da empresa.

Enquanto isso, o consórcio pede que, ao menos, seja autorizado o reajuste anual previsto no contrato, que deveria ter sido aplicado em outubro deste ano.

A expectativa é que o caso avance apenas em janeiro de 2025, após o término do recesso forense. A possível elevação no valor da tarifa preocupa os moradores de Campo Grande, que já enfrentam um custo elevado no transporte público.

A Prefeitura ainda não se pronunciou sobre a decisão e suas possíveis consequências.

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