A tão aguardada duplicação da BR-163 em Campo Grande, que atravessa áreas de alto risco de acidentes, terá início apenas em 2025, mas a conclusão do trecho dentro do perímetro urbano da Capital ficará para 2029. O novo contrato de concessão, apresentado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), detalha um ambicioso programa de obras para melhorar a rodovia que corta o Estado, mas com uma implementação gradual que não resolve a situação imediata.
Com 846 km de extensão, a BR-163 tem apenas 170 km duplicados atualmente. O plano de investimentos prevê, ao todo, a duplicação de 203 km, sendo que os primeiros trabalhos devem começar no trecho entre Campo Grande e cidades vizinhas como Jaraguari e Nova Alvorada do Sul. No entanto, o Anel Viário da Capital, responsável por boa parte dos acidentes na rodovia, só será totalmente duplicado no quarto ano de vigência do contrato.
A ANTT explicou que o novo contrato inclui um mecanismo de “gatilho de demanda”, que obriga a concessionária a iniciar duplicações extras conforme o aumento do tráfego de veículos, ajudando a evitar congestionamentos e problemas de segurança. Esse sistema, no entanto, só entrará em ação depois de 12 meses de concessão.
Além da duplicação, o contrato prevê melhorias em segurança e infraestrutura, como faixas adicionais, passarelas para pedestres e novos pontos de parada para caminhoneiros. A preocupação com os acessos à rodovia e a quantidade de acidentes nos trechos urbanos foi uma das principais críticas durante as audiências públicas.
A previsão é de que as obras de duplicação comecem no meio de 2025, mas a execução total do projeto, com aumento do número de faixas e outras melhorias, se estenderá por um período de 30 anos. Durante esse tempo, os motoristas também devem enfrentar reajustes no pedágio, com a tarifa podendo subir até 33,7% ao longo dos primeiros anos de contrato.

