A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) avalia transformar o caso envolvendo o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como vice na chapa presidencial, em um ativo político contra o PT durante a disputa eleitoral de 2026.
Segundo aliados do senador, um eventual arquivamento da investigação por falta de provas poderá ser explorado pela campanha como argumento de que a acusação teve motivação política e buscou tirar o foco das investigações da CPMI do INSS.
Gaspar, que atuava como relator da comissão, passou a ser alvo de uma suspeita de estupro levantada durante uma sessão da CPMI pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). O parlamentar nega as acusações e afirma ser vítima de uma denúncia caluniosa.
A equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro tenta acelerar o andamento do caso. Nesta semana, a defesa de Gaspar solicitou ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para realização de exame de DNA em até 72 horas.
Os advogados afirmam que o resultado poderá comprovar a inocência do deputado e pedem que, caso não sejam encontrados outros elementos de prova, o procedimento seja arquivado.
"Eu estou implorando para que se faça o DNA e se dê o desfecho a esse caso. Vou provar cientificamente que sou inocente", declarou Gaspar.
O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o assunto está encerrado para o grupo político e disse confiar na inocência do deputado.
Além da tentativa de acelerar a investigação, Gaspar descartou qualquer acordo de retratação com os parlamentares que fizeram os questionamentos e afirmou que pretende manter ações por denunciação caluniosa.
O caso segue em análise na Justiça, enquanto a campanha do PL acompanha os próximos passos da investigação e avalia os impactos eleitorais do episódio.

