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Polícia

há 1 ano

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Policiais que usavam viaturas oficiais para transportar cocaína são condenados a 19 anos de prisão

Esquema milionário foi descoberto após apreensão de 538 kg da droga em Mato Grosso do Sul.

Dois policiais civis de Mato Grosso do Sul foram condenados a mais de 19 anos de prisão por utilizarem viaturas oficiais no transporte de cocaína entre Ponta Porã e Dourados. Além da reclusão, os réus perderão seus cargos públicos quando o processo transitar em julgado. O esquema veio à tona em setembro de 2023, quando um deles foi flagrado com mais de meia tonelada de cocaína em uma viatura oficial.

A operação que desvendou o caso foi conduzida pelo Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Na ocasião, foram apreendidos 538,1 quilos de cocaína avaliados em mais de R$ 40 milhões.

As investigações revelaram que o esquema rendeu aos policiais cerca de R$ 80 mil por viagem, com pelo menos seis transportes realizados entre julho e agosto de 2023. A droga era escondida nas viaturas, aproveitando-se do fato de que veículos oficiais não eram parados em bloqueios policiais.

A sentença, proferida em ação penal movida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), condenou os réus pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Além disso, um terceiro envolvido, identificado como traficante, também foi condenado.

Os bens adquiridos com os lucros ilícitos foram confiscados, incluindo veículos de luxo como um Jeep Compass 2023, um Honda HR-V e mais de R$ 80 mil em dinheiro. A investigação apurou que os policiais movimentaram quase R$ 1 milhão oriundo do narcotráfico, utilizando o sistema financeiro para ocultar a origem dos valores.

Apesar da gravidade dos atos, os réus foram absolvidos da acusação de peculato-desvio, que trata do uso indevido de bens públicos. A absolvição ocorreu porque eles usavam recursos próprios para abastecer as viaturas, o que, segundo jurisprudência, caracteriza infração administrativa, mas não criminal.

Os policiais permanecerão presos preventivamente, devido ao risco de fuga e à necessidade de garantir a ordem pública. 

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