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COP15

há 3 meses

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Rio da Prata entra na pauta de preservação durante conferência ambiental em MS

Região de Bonito é apontada como estratégica para conservação de peixes migratórios diante de impactos ambientais recentes

O Brasil busca incluir o Rio da Prata entre as áreas prioritárias para a preservação de peixes de água doce durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada em Campo Grande. A iniciativa ocorre em meio a um cenário de estiagens recorrentes e alterações ambientais na região, considerada um dos principais atrativos naturais de Bonito.

A conferência, organizada no âmbito da Organização das Nações Unidas, reúne representantes de diversos países para discutir estratégias de proteção de espécies migratórias. Entre os destaques está o lançamento da Avaliação Global de Peixes Migratórios de Água Doce, que pode posicionar Mato Grosso do Sul como área relevante nas ações de conservação.

Alems

Propostas de inclusão e cooperação internacional

Segundo a convenção, há interesse em incluir o Rio da Prata e espécies como o bagre-pintado entre as prioridades do documento. A proposta visa integrar essas espécies ao chamado Apêndice 2, que reúne animais que necessitam de cooperação internacional para preservação.

“As bacias hidrográficas prioritárias incluem o Amazonas e o Rio da Prata-Paraná, na América do Sul; o Danúbio, na Europa; o Mekong, na Ásia; o Nilo, na África; e o Ganges-Brahmaputra, no subcontinente indiano”, pontua a convenção em nota.

De acordo com o relatório, elaborado a partir de dados globais e avaliações da IUCN, cerca de 325 espécies de peixes migratórios de água doce são candidatas a ações coordenadas de conservação.

Cenário de crise ambiental na região

A inclusão do Rio da Prata ocorre em um contexto de degradação ambiental. Nos últimos anos, a região, especialmente no município de Jardim, tem enfrentado períodos de seca severa, redução do volume de água e impactos diretos na fauna aquática.

Casos recentes mostram peixes ilhados devido à diminuição do nível do rio, exigindo ações de resgate por voluntários. Em alguns trechos, houve desaparecimento de partes do curso d’água, além do aumento da turbidez causado pelo acúmulo de sedimentos.

Diante desse quadro, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul mantém investigação para apurar as causas das alterações, incluindo possíveis interferências humanas.

Dados globais reforçam alerta ambiental

Durante o primeiro dia da COP15, foi apresentado um relatório parcial sobre o estado das espécies migratórias no mundo. O levantamento aponta redução de 49% na população dessas espécies nos últimos anos, além do aumento no número de animais ameaçados de extinção.

As informações devem orientar decisões e acordos firmados ao longo da conferência. O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente destacou o compromisso brasileiro com a pauta. “O Brasil assume um compromisso para os próximos três anos. Ou seja, não se encerra nesta COP, por mais bem-sucedida que ela seja, o trabalho do Brasil. O Brasil decidirá, por três anos, que nós temos um compromisso assumido pelo Presidente da República, pelo governo brasileiro, de colaborar com a Convenção”, afirma Capobianco.

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