A utilização de jigs e iscas artificiais de barbela longa tem gerado dúvidas entre pescadores de Mato Grosso do Sul. Para esclarecer a questão, a Polícia Militar Ambiental (PMA) divulgou orientações sobre o uso correto desses equipamentos e alertou para práticas que podem configurar crime ambiental.
Segundo o tenente Pacheco, da PMA, tanto o jig quanto as iscas de profundidade são permitidos pela legislação. O que determina a legalidade da pescaria é a forma como esses materiais são utilizados.
As iscas de barbela longa, por exemplo, são desenvolvidas para alcançar maiores profundidades e atrair espécies como pintados e jaús. Quando utilizadas para imitar o movimento de uma presa e provocar o ataque natural do peixe, a prática é considerada regular.
O problema ocorre quando essas iscas são arrastadas no fundo dos rios com a intenção de fisgar os peixes pelo corpo. A técnica, conhecida entre pescadores como "lambada" ou "chasco", é proibida por provocar a captura irregular dos animais.
O mesmo vale para os jigs, iscas metálicas que afundam rapidamente. Embora sejam permitidos para a pesca esportiva, seu uso se torna ilegal quando empregados para arrastar o fundo dos rios e fisgar peixes pelo lombo, cauda ou outras partes do corpo.
De acordo com a PMA, mesmo quando a fisgada pelo corpo ocorre de forma acidental, o pescador deve devolver imediatamente o animal à água. O abate ou transporte desse peixe pode caracterizar infração ambiental.
A corporação alerta que a pesca por lambada pode resultar em detenção de um a três anos, além de multa administrativa e apreensão de todo o material utilizado na atividade, incluindo embarcação, motor e equipamentos de pesca.
A PMA reforça que as ações de fiscalização têm como objetivo proteger os recursos pesqueiros e orientar pescadores sobre as práticas permitidas pela legislação ambiental.


