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Fenômeno El Niño é confirmado e pode ser um dos mais fortes desde 1950

Evento climático tem potencial para provocar enchentes, secas e impactos na produção de alimentos nos próximos meses

A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou nesta quinta-feira (11) a formação do fenômeno El Niño, evento climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.

Segundo o órgão norte-americano, há 63% de probabilidade de que o fenômeno atinja intensidade muito forte, podendo figurar entre os mais severos registrados desde o início dos levantamentos modernos, na década de 1950.

Alems

O El Niño é uma fase natural do ciclo climático conhecido como El Niño-Oscilação Sul (ENOS) e costuma ocorrer a cada dois a sete anos. O fenômeno influencia padrões de temperatura e chuva em diversas regiões do planeta e pode permanecer ativo por cerca de 12 meses.

No Brasil, os efeitos variam de acordo com a região. Historicamente, o fenômeno aumenta o volume de chuvas na Região Sul, elevando o risco de enchentes, alagamentos e temporais. Já no Norte e em áreas do Nordeste, a tendência é de redução das chuvas e agravamento de períodos de seca.

No Centro-Oeste e Sudeste, os impactos costumam ser mais irregulares, incluindo ondas de calor, mudanças no comportamento das frentes frias e chuvas mal distribuídas.

Especialistas também alertam para reflexos na agricultura, nos recursos hídricos, na geração de energia elétrica e nos preços dos alimentos. O pico do fenômeno está previsto para ocorrer entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.

Embora o El Niño seja um evento natural, cientistas destacam que sua ocorrência em um planeta cada vez mais quente pode potencializar eventos climáticos extremos, ampliando os desafios para governos, produtores rurais e a população em geral.

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