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COP30

há 8 meses

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Falta d'água, coxinha a R$25 e atrasos: COP30 enfrenta críticas na reta final dos preparativos

Enquanto jornalistas reclamam da infraestrutura e dos preços, ministro Celso Sabino ironiza: "Ainda bem que o problema é o preço da coxinha"

Os últimos dias antes da abertura da COP30, em Belém (PA), têm sido marcados por reclamações sobre a estrutura e os altos preços dentro e nos arredores do evento. O encontro, que deve reunir líderes de quase 200 países para debater mudanças climáticas, enfrenta dificuldades logísticas justamente na área de imprensa, que concentra profissionais do mundo todo.

Além de problemas básicos de infraestrutura — como banheiros sem água —, jornalistas relataram refeições a preços elevados e obras ainda inacabadas. Em meio às críticas, o ministro do Turismo, Celso Sabino, reagiu com ironia, afirmando que a cidade oferece boa estrutura e que as queixas refletem uma “síndrome de vira-lata”.

Alems

Banheiros sem água e disputa por álcool gel

Desde quinta-feira (06), os banheiros da área de imprensa da COP30, em Belém (PA), estão sem abastecimento de água, no primeiro dia de funcionamento do espaço montado no Parque da Cidade. Funcionários informaram que os sanitários estão inoperantes, o que levou muitos profissionais de comunicação e equipes técnicas a evitarem o uso.

Como alternativa, frascos de álcool gel nas áreas de alimentação passaram a ser disputados, inclusive por quem não estava se alimentando, para garantir o mínimo de higiene durante o período sem água.

Toda a estrutura da COP30 é temporária, composta por auditórios, salas e banheiros construídos com materiais leves — como metal, madeira e plástico. A situação ocorre a poucos dias da abertura oficial do evento, que reunirá líderes de mais de 190 países.

Preços altos e obras atrasadas

O repórter Bruno Pinheiro, da Jovem Pan, mostrou nas redes sociais que uma refrigerante na geladeira da área de imprensa foi oferecido gratuitamente aos jornalistas, mas destacou que o mesmo produto custa até R$25 nas lanchonetes dentro do evento.

Segundo ele, os preços elevados e o atraso nas obras têm gerado desconforto entre profissionais e participantes.

“Literalmente, uma corrida contra o tempo”, relatou o jornalista, mostrando que algumas instalações ainda não foram entregues.

Sabino ironiza críticas e cita ‘síndrome de vira-lata’

O ministro do Turismo, Celso Sabino, comentou com ironia as reclamações sobre os preços e a infraestrutura em Belém. Em entrevista nesta sexta-feira (07), ele minimizou as críticas e afirmou que os valores cobrados não estão fora da realidade de grandes eventos internacionais.

“Ainda bem que o problema está sendo o preço da coxinha. Está tudo funcionando, com muita infraestrutura, hospitalidade e comida farta”, declarou Sabino, ressaltando que há refeições completas por R$40 em restaurantes próximos ao Parque da Cidade.

O ministro comparou os preços da COP30 aos de outras conferências:

“Na COP anterior, em Baku, paguei 10 dólares em uma lata de refrigerante zero. É natural que em grandes eventos haja um caso ou outro de comida mais cara. É a lei da oferta e da procura.”

Em tom de crítica, Sabino sugeriu que parte das reclamações tem fundo preconceituoso:

“Aqui em Belém, sempre tem gente para criticar. Isso é uma espécie de síndrome de vira-lata, mas graças a Deus estamos superando isso. O brasileiro está passando a amar o seu país e a defendê-lo cada vez mais.”

Organização promete normalizar abastecimento

Até o fechamento desta matéria, a organização da COP30 não havia se manifestado oficialmente sobre o problema nos banheiros. Técnicos informaram que o abastecimento deve ser restabelecido ainda nesta sexta-feira (07).

A conferência está marcada para começar na próxima semana, com a presença de delegações de todo o mundo e expectativa de movimentar a economia e o turismo de Belém.
 

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