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Queimadas

há 8 meses

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Autoridades intensificam ações contra queimadas ilegais em Mato Grosso do Sul

Operação ambiental já aplicou mais de R$ 34 milhões em multas desde agosto

Uma força-tarefa liderada pela Polícia Militar Ambiental (PMA), em cooperação com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), está intensificando o combate às queimadas ilegais em todo o Estado. A ação faz parte da Operação Focus, iniciada em agosto, que já resultou na aplicação de multas superiores a R$ 34 milhões.

Com duração prevista até 30 de novembro — e, no caso do Pantanal, até o fim de dezembro, devido ao prolongamento do período seco —, a operação visa prevenir incêndios florestais e responsabilizar autores de queimadas sem autorização ambiental.

Alems

Monitoramento reforçado e resposta rápida
Sob a coordenação do Comando de Policiamento Militar Ambiental (CPAmb), a operação emprega tecnologias de georreferenciamento e alertas do Imasul para identificar focos de incêndio com agilidade. Entre janeiro e julho, cerca de 500 ocorrências foram registradas sem licença legal.

Segundo a PMA, o diferencial está na capacidade de ação imediata das equipes – são 26 unidades espalhadas estrategicamente, funcionando como pontos de apoio. Isso permite uma resposta rápida assim que o alerta é emitido.

Entre 1º de agosto e 9 de outubro, foram realizadas 120 vistorias, que resultaram em 30 autos de infração. Aproximadamente 9,4 mil hectares de vegetação degradada foram identificados, com apreensão de equipamentos, veículos e ferramentas utilizadas nas queimadas, além de notificações e embargos aplicados.

Queimada em Bodoquena gerou prejuízo ambiental
Um dos episódios mais preocupantes ocorreu em setembro, no município de Bodoquena. Uma queima controlada de folhas secas se alastrou com o vento e atingiu 194 hectares — incluindo 120 hectares de vegetação nativa — e afetou 22 propriedades rurais. O responsável foi autuado com multa de R$ 1,4 milhão, conforme o Decreto Federal nº 6.514/2008, que regulamenta infrações ambientais.

A PMA reforça que o uso do fogo sem permissão legal é proibido e extremamente perigoso durante o período de estiagem. A orientação é que produtores rurais adotem métodos seguros de manejo e comuniquem qualquer atividade suspeita. O objetivo, segundo a corporação, é mitigar os impactos ambientais, principalmente nas regiões mais vulneráveis, como o Cerrado e o Pantanal.
 

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