A Itaipu Binacional apresentou os resultados de um levantamento inédito que aponta avanços significativos na recuperação ambiental das margens do seu reservatório, localizado entre Foz do Iguaçu e Guaíra, no Paraná. O inventário revelou que, em quatro décadas, a diversidade florestal praticamente triplicou, passando de 139 para 397 espécies identificadas.
A área de preservação, que se estende por 1,3 mil quilômetros e soma 30 mil hectares de mata ciliar, corresponde a quase o tamanho da cidade de Belo Horizonte. O estudo, realizado em parceria com a Embrapa Florestas, contabilizou 55 mil registros de árvores e arbustos, incluindo espécies nativas como angico-vermelho, ipês, jequitibás e diversas frutíferas, como araticum e jabuticaba.
Para a direção da usina, a proteção do entorno do reservatório é estratégica para assegurar a qualidade da água e, consequentemente, a geração de energia elétrica por décadas. Segundo o diretor-geral brasileiro, Enio Verri, a conservação ambiental contribui tanto para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas quanto para garantir a longevidade da hidrelétrica, que atualmente responde por cerca de 9% do consumo de energia do Brasil.
O levantamento mostra ainda que a faixa florestal cumpre papel ecológico e social importante: atua como corredor de biodiversidade entre o Parque Nacional do Iguaçu e o Parque Nacional de Ilha Grande, protege o solo contra erosão e oferece abrigo a polinizadores essenciais para a agricultura. Além disso, favorece o sequestro de carbono, auxiliando no combate ao aquecimento global.
De acordo com os técnicos da Itaipu e da Embrapa, o próximo passo será elaborar um plano de gestão para os próximos 30 a 40 anos, com base em novos estudos sobre qualidade do solo, diversidade genética e uso de tecnologias como drones para mensurar o carbono estocado. A expectativa é consolidar um modelo de preservação capaz de manter a floresta saudável e a produção de energia sustentável por muitas décadas.
Itaipu triplica diversidade florestal em área de preservação
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Inventário inédito aponta aumento da diversidade:
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de 139 para 397 espécies de árvores e arbustos em 40 anos.
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Mais de 55 mil registros catalogados.
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Área de preservação:
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30 mil hectares de mata ciliar.
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Equivalente a quase o tamanho de Belo Horizonte.
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Faixa florestal com 1,3 mil km de extensão.
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Espécies nativas em destaque:
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Angico-vermelho, ipês, jequitibás, araticum e jabuticaba.
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Importância estratégica:
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Garante qualidade da água e proteção do solo.
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Sustenta a geração de energia da usina, que responde por 9% do consumo do Brasil.
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Atua como corredor de biodiversidade entre parques nacionais.
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Contribui para o sequestro de carbono e combate às mudanças climáticas.
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Próximos passos:
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Elaboração de um plano de gestão para 30 a 40 anos.
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Estudos sobre qualidade do solo, diversidade genética e uso de drones para monitorar carbono.
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