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COMBATE

há 19 horas

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MS concorre a prêmio nacional com programa que reduz para menos de 3 horas tramitação de medidas protetivas

Iniciativa integra Segurança Pública e Judiciário, substitui procedimentos burocráticos por sistema digital e já processou mais de 17 mil medidas protetivas

Mato Grosso do Sul está concorrendo à 8ª edição do Prêmio Espírito Público (PEP) com o programa IntegraJus Mulher, iniciativa que utiliza tecnologia para acelerar a tramitação de medidas protetivas de urgência destinadas a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

Desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o programa reduziu de até 48 horas para menos de três horas o tempo médio de tramitação dos pedidos de proteção.

A iniciativa criou o primeiro fluxo totalmente digital do país para esse procedimento, permitindo a comunicação direta entre os sistemas da Segurança Pública e do Poder Judiciário, desde o registro da ocorrência na delegacia até a decisão judicial e o cumprimento do mandado.

Mais rapidez para proteger mulheres

Antes da implantação do IntegraJus Mulher, o procedimento dependia de etapas manuais, como impressão de documentos, redigitação de informações e envio de arquivos por e-mail, o que podia prolongar a tramitação por até dois dias.

Com a integração digital, o tempo médio caiu para menos de três horas. Durante o projeto-piloto realizado em Batayporã, o menor tempo registrado foi de duas horas e um minuto.

Entre abril de 2025 e maio de 2026, 17.097 medidas protetivas de urgência tramitaram integralmente pelo sistema digital, demonstrando a aplicação da ferramenta na rotina das instituições.

O programa também permite maior agilidade no cumprimento das decisões judiciais. Policiais civis e militares foram habilitados para atuar como oficiais de Justiça ad hoc, possibilitando a execução das determinações inclusive durante plantões, finais de semana e feriados.

Outra inovação é a gravação dos depoimentos das vítimas em áudio e vídeo, com transcrição por inteligência artificial. A medida busca preservar os relatos e reduzir a necessidade de que as mulheres repitam diversas vezes as situações de violência sofridas.

Programa recebe reconhecimento nacional

Formalizado em setembro de 2025, o IntegraJus Mulher recebeu validação técnica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em maio de 2026 e passou a ser referência metodológica do programa Aliança Lilás, relacionado às ações do Judiciário no âmbito do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.

Agora, a iniciativa disputa o Prêmio Espírito Público, que reconhece projetos e profissionais responsáveis por soluções inovadoras na administração pública brasileira.

Para o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, a indicação evidencia os resultados da integração entre as instituições.

“Ao integrar tecnologia, Segurança Pública e Justiça, o programa busca transformar o direito à proteção em uma resposta mais rápida e efetiva para mulheres em situação de violência”, destacou.

A iniciativa pretende enfrentar um dos principais desafios no atendimento às vítimas de violência doméstica: o intervalo entre o pedido de ajuda e a efetivação das medidas de proteção.

A redução do tempo de tramitação representa um avanço na resposta institucional, embora a segurança das vítimas também dependa da fiscalização e do cumprimento efetivo das decisões judiciais.

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