Os bancos Itaú e Bradesco anunciaram aumentos nas taxas de financiamento imobiliário nesta semana, tornando mais caro o crédito para brasileiros que pretendem realizar o sonho da casa própria. Os reajustes ocorrem após a disparada dos juros futuros no mercado financeiro, registrada depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Itaú elevou sua taxa mínima de financiamento de 11,99% para 12,95% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR). A mudança entrou em vigor nesta quinta-feira (29).
Já o Bradesco anunciou um aumento ainda maior na segunda-feira (26). A taxa mínima para a maioria dos clientes passou de aproximadamente 11,7% para 15% ao ano, também acrescida da TR. Para clientes do segmento Private, o piso informado é de 13,6%.
As instituições justificam os reajustes pelo aumento do custo de captação de recursos. Com a alta dos juros futuros, os bancos passam a enfrentar condições mais caras para financiar operações de longo prazo, como os empréstimos habitacionais.
O movimento ocorreu após uma reação negativa de investidores ao resultado das eleições presidenciais. Na segunda-feira (26), a Bolsa brasileira registrou forte queda, enquanto o dólar e os juros futuros dispararam. Analistas apontaram preocupações com as perspectivas fiscais e econômicas como fatores que contribuíram para a instabilidade.
Impacto no bolso dos brasileiros
Para quem pretende financiar um imóvel, o aumento das taxas pode representar prestações mais elevadas e milhares de reais adicionais ao longo do contrato.
Além disso, juros maiores podem exigir renda mais alta para aprovação do crédito, dificultando o acesso à casa própria, especialmente para famílias de renda média.
O encarecimento também pode afetar o mercado imobiliário, reduzindo a capacidade de compra dos consumidores e pressionando as vendas de imóveis financiados.
Outros bancos podem seguir o mesmo caminho?
O Santander informou que acompanha as condições do mercado e avalia possíveis impactos sobre suas taxas. O Sicredi, por sua vez, afirmou que não prevê reajustes em seus spreads neste momento.
Ainda não há confirmação de uma elevação generalizada dos juros por todas as instituições financeiras.
Especialistas ressaltam que os reajustes podem representar uma resposta à volatilidade recente, sem necessariamente indicar uma mudança permanente no mercado de crédito.
Para quem está negociando a compra de um imóvel, a recomendação é atualizar as simulações e comparar o custo efetivo total das propostas antes de fechar contrato.

