A duplicação da BR-163 em Mato Grosso do Sul começou oficialmente com a previsão de entrega de 5,6 quilômetros já no primeiro ano do novo contrato de concessão. Os trechos iniciais estão localizados nas cidades de Campo Grande, Jaraguari e São Gabriel do Oeste.
Na Capital, as obras acontecem na saída para São Paulo. Em Jaraguari, serão duplicados 1,7 km, e em São Gabriel, 2,3 km. A escolha dessas áreas se deve ao fato de já possuírem licenças ambientais válidas.
Esse trabalho faz parte de um amplo plano de investimento, que totaliza R$ 9 bilhões. Cerca de R$ 2 bilhões serão aplicados nos primeiros três anos da concessão, com a meta de duplicar 203 quilômetros da rodovia ao longo dos próximos nove anos.
Pedágios com descontos
O novo contrato prevê um sistema de cobrança mais vantajoso para motoristas. Quem utiliza tag para pagamento automático terá desconto de 5% no valor padrão das tarifas.
Além disso, motoristas de veículos leves que utilizarem com frequência a mesma praça de pedágio no mesmo sentido terão reduções progressivas. Em casos de uso intensivo, o valor pode cair de R$ 10 para menos de R$ 1.
Motocicletas estão isentas de pedágio e passam por cabines auxiliares específicas. O objetivo das medidas é estimular o uso regular da rodovia com menor custo ao usuário frequente.
Confira:
Infraestrutura e segurança
A concessão inclui ainda a implantação de três pontos de descanso para caminhoneiros. Os locais terão estrutura com estacionamento, chuveiros, área de descanso, fraldário e refeitório. O primeiro espaço deve ser entregue até agosto de 2026.
O contrato também prevê melhorias em segurança. Serão instaladas 477 câmeras com detecção automática de incidentes, 51 radares, sistemas de pesagem em movimento e 17 bases operacionais.
A rodovia, que atravessa 21 municípios de Mato Grosso do Sul e tem 845 km de extensão, contará com novos dispositivos de acesso, 144 pontos de ônibus, 22 passarelas e 56 passagens de fauna.
Passado problemático
A concessão anterior, firmada em 2014, previa duplicação de mais de 800 km, mas foi interrompida em 2016 após alegações de desequilíbrio econômico-financeiro por parte da empresa responsável. Com o novo modelo, os investimentos são iniciados imediatamente, sem períodos de carência.
A expectativa é que as mudanças melhorem significativamente a mobilidade, a segurança e o escoamento da produção agrícola e industrial do estado.


