A empresa Motiva Pantanal, que assumiu a concessão da BR-163 em Mato Grosso do Sul após o fim do contrato com a CCR MSVia, se comprometeu a apresentar relatórios trimestrais de execução das obras à Comissão Temporária da Assembleia Legislativa (ALEMS). O anúncio foi feito durante reunião realizada nesta terça-feira (1º), na sede do Legislativo estadual.
Com um histórico de obras inacabadas e promessas não cumpridas pela concessionária anterior, os parlamentares buscam agora garantir maior fiscalização e transparência na nova fase da concessão, que prevê investimento de R$ 9,3 bilhões nos primeiros nove anos. O contrato tem validade de 29 anos e abrange 845,4 quilômetros da rodovia, que corta 21 municípios de norte a sul do estado.
“Não queremos repetir os erros do passado. Essa prestação de contas regular é uma forma de garantir que o contrato será cumprido e que os investimentos prometidos se concretizem”, afirmou o deputado Junior Mochi (MDB), presidente da comissão.
De acordo com a Motiva, o cronograma prevê 203 km de duplicações, além de 150 km de terceira faixa, construção de passarelas, contornos urbanos e cobertura de wi-fi em trechos da rodovia. Nos três primeiros anos, a previsão é de investir R$ 2 bilhões em infraestrutura.
Apesar das promessas, a postura da nova concessionária será acompanhada de perto. A fiscalização parlamentar pretende evitar a repetição da frustração deixada pela CCR MSVia, que não cumpriu o plano de obras originalmente previsto, gerando críticas e cobranças públicas.
“É um novo momento, sim, mas é preciso cautela. O histórico dessa concessão não é positivo. A empresa vai ter que provar, com resultados, que veio para cumprir o que está no papel”, pontuou um dos parlamentares presentes.
A comissão temporária da ALEMS é formada por seis deputados e tem como função monitorar e fiscalizar a execução da nova concessão. As primeiras obras devem começar no dia 1º de agosto de 2025.


