Apesar da concessão da hidrovia do Rio Paraguai, a navegabilidade comercial continuará limitada nos primeiros 24 meses. A dragagem indispensável para garantir o tráfego regular de comboios só será executada após esse período, conforme previsto pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).
A vencedora da concessão deverá investir R$ 59 milhões em dragagem e realizar estudos técnicos, além de adquirir equipamentos específicos, como uma draga avaliada em R$ 14,4 milhões. Durante os dois primeiros anos, não haverá cobrança de tarifas, que será aplicada gradualmente conforme as metas forem alcançadas.
As obras devem garantir a navegação de comboios com até 48 mil toneladas, elevando o volume transportado de cerca de 10 milhões para até 30 milhões de toneladas anuais a partir de 2029. O total de investimentos previstos é de R$ 210,8 milhões em 15 anos, abrangendo também ações de gestão ambiental, monitoramento e sinalização.
O processo de concessão está em fase final de análise e passará ainda pelo crivo do Tribunal de Contas da União (TCU).

