O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) desponta como o principal nome para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A possibilidade voltou com força aos bastidores de Brasília nesta segunda-feira (26), dia em que o mercado financeiro reagiu mal à reeleição do presidente, com acionamento do circuit breaker na B3 e alta expressiva do dólar.
Lula venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, após uma virada, e agora precisa remontar sua equipe. Segundo aliados, Alckmin deve ter papel mais central no novo governo, e a Fazenda é a principal aposta.
Aceno ao mercado e ao centro
A ideia ganhou corpo ainda no início de outubro, quando Lula estava atrás de Flávio no primeiro turno. Integrantes da campanha defendiam anunciar Alckmin como futuro ministro para sinalizar responsabilidade com as contas públicas e conquistar o eleitor de centro.
A proposta prevê que Alckmin acumule a vice-presidência com o comando da economia, a exemplo do que fez no atual mandato, quando também chefiou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O peso do nome
Governador de São Paulo por quatro mandatos e ex-tucano, Alckmin tem histórico associado ao controle de gastos e boa relação com o setor produtivo. Em 2022, sua presença na chapa ajudou Lula a atrair economistas ligados ao PSDB, como Pérsio Arida, Pedro Malan e Armínio Fraga.
Nem todos apostam no efeito
A escolha enfrenta resistências. Parte do PT avalia que Alckmin já está muito identificado com o governo e não teria força para convencer os investidores. Durante a campanha, também houve relatos de que o próprio Lula ainda hesitava.
Caso não fique com a Fazenda, o vice deve assumir outra função estratégica, voltada ao diálogo com empresários e grandes setores da economia.
Hoje, a pasta é comandada por Dario Durigan, que substituiu Fernando Haddad em março, quando o petista deixou o cargo para disputar o governo de São Paulo. Não há, até o momento, anúncio oficial sobre o futuro ministro da Fazenda.

