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ELEIÇÕES 2026

há 3 horas

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TSE suspende sistema de filiações após registro indevido envolvendo Flávio Bolsonaro

Senador apareceu como filiado ao partido Missão sem consentimento; tribunal afirma que não houve ataque hacker e determinou investigação do caso

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu temporariamente o processamento de novas filiações partidárias pelo sistema Filia após identificar alterações indevidas em registros de políticos. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, na quinta-feira (13).

O episódio ganhou repercussão depois que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareceu no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao partido Missão. A alteração, feita sem o consentimento do parlamentar, provocou um impasse no registro de sua candidatura pelo PL.

Segundo o TSE, o caso não foi provocado por um ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral. A Corte informou que a filiação ao Missão foi realizada por alguém que possuía credenciais da própria legenda para operar a ferramenta.

A situação de Flávio Bolsonaro foi posteriormente regularizada, com o restabelecimento de sua filiação ao PL. Após a correção, a candidatura do senador à Presidência pôde ser registrada.

Tentativa também envolveu Lula

Durante a análise do sistema, técnicos do TSE identificaram ainda uma tentativa de alterar a filiação partidária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesse caso, porém, a mudança não chegou a ser efetivada.

Nunes Marques determinou a apuração de possíveis tentativas semelhantes envolvendo outros candidatos à Presidência. O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral Eleitoral, e também foi determinada a abertura de investigação para identificar os responsáveis pelas alterações.

Com a suspensão, o Filia continua recebendo solicitações, mas novos registros não serão processados temporariamente. Segundo o tribunal, a medida busca impedir novas alterações indevidas enquanto são adotadas providências para reforçar a segurança do sistema. O TSE afirma que a paralisação não deve prejudicar os prazos relacionados às eleições de 2026.

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