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há 1 hora

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Deputado de MS apresenta projeto para acabar com todas as bets no Brasil

Proposta protocolada na Câmara dos Deputados pretende revogar a legislação que regulamenta as apostas esportivas e os jogos online no país

O deputado federal por Mato Grosso do Sul, Rodolfo Nogueira (PL), apresentou na Câmara dos Deputados um projeto de lei que propõe o fim das apostas esportivas de quota fixa e dos jogos de cassino online em todo o Brasil. A proposta pretende revogar a legislação que regulamentou o setor e impedir que empresas do segmento continuem operando no país.

Segundo o parlamentar sul-mato-grossense, a expansão das chamadas "bets" tem provocado consequências negativas para a população, principalmente pelo aumento do endividamento, dos casos de dependência em jogos de azar e dos impactos financeiros sobre as famílias brasileiras. Na avaliação do deputado, os prejuízos sociais superam os benefícios econômicos gerados pela atividade.

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Caso o projeto seja aprovado, a autorização para funcionamento das plataformas de apostas será revogada. Com isso, empresas que hoje operam legalmente no Brasil deixariam de oferecer apostas esportivas e jogos online aos usuários brasileiros.

Rodolfo Nogueira também defende que o Estado concentre esforços na proteção dos consumidores, argumentando que a popularização das apostas digitais tem atingido principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade financeira. O texto da proposta sustenta que o crescimento acelerado do setor exige uma resposta mais rígida do Poder Público.

A iniciativa reacende um debate que ganhou força nos últimos anos. Enquanto o governo federal estruturou um modelo de regulamentação para fiscalizar as empresas, cobrar tributos e estabelecer regras para o funcionamento das plataformas, parte dos parlamentares considera que apenas a proibição total seria capaz de reduzir os problemas relacionados ao vício em jogos e ao comprometimento da renda das famílias.

O projeto agora seguirá a tramitação na Câmara dos Deputados, passando pelas comissões temáticas antes de ser analisado pelo plenário. Se aprovado pelos deputados e senadores, o texto ainda precisará da sanção presidencial para entrar em vigor

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