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ELEIÇÕES 2026

há 1 semana

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Michelle deixa comando do PL Mulher para cuidar de Bolsonaro após crise com Flávio; veja o motivo

Ex-primeira-dama anunciou saída da presidência do segmento feminino do partido alegando dedicação integral à família, em meio a desgaste público com o senador Flávio Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) anunciou nesta terça-feira (30) que deixou a presidência nacional do PL Mulher. A decisão ocorre poucos dias após uma crise pública envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e, segundo Michelle, tem como principal motivo a necessidade de dedicar mais tempo ao marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e à filha do casal.

O comunicado foi divulgado nas redes sociais após reunião com o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto.

Alems

"Após muito refletir com meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o presidente do Partido Liberal e comuniquei minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar integralmente aos cuidados para com o meu marido e minha filha", afirmou Michelle.

Bolsonaro segue em prisão domiciliar

Desde março deste ano, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília. A medida foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por um período inicial de 90 dias, após o ex-presidente apresentar um quadro de broncopneumonia que exigiu internação hospitalar.

Na nota divulgada, Michelle destacou que pretende concentrar seus esforços no acompanhamento da família neste momento delicado.

Apesar da saída do cargo, a ex-primeira-dama agradeceu às lideranças do PL Mulher e afirmou que o movimento continuará crescendo.

Crise com Flávio expôs divisão interna

O anúncio acontece em meio a uma crise política e familiar envolvendo Michelle e o senador Flávio Bolsonaro.

Na última semana, a ex-primeira-dama divulgou vídeos nas redes sociais relatando ter recebido uma "punhalada" do enteado durante as articulações políticas para as eleições de 2026 no Ceará.

Segundo Michelle, o desentendimento começou após divergências sobre uma possível aliança do PL com o ex-ministro e ex-presidenciável Ciro Gomes (PSDB) no Estado.

Ela defende o apoio do partido ao senador Eduardo Girão (Novo-CE) e à vereadora Priscila Costa (PL-CE), enquanto parte da direção partidária avalia uma composição mais ampla para enfrentar o PT no Ceará.

Michelle afirmou que foi criticada de forma coordenada pelos filhos do ex-presidente.

"Os irmãos vieram juntos, de forma coordenada, com textos muito parecidos. Pareceu combinado, premeditado", declarou.

A ex-primeira-dama também relatou ter sido tratada com rispidez por Flávio Bolsonaro em conversa telefônica.

"Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido, que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política", afirmou.

Flávio pediu desculpas

Após a repercussão dos vídeos, Flávio Bolsonaro publicou uma manifestação nas redes sociais pedindo desculpas à madrasta.

"Se a ofendi em algum momento, peço desculpas. Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil", escreveu o senador.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também buscou minimizar o conflito, afirmando que divergências internas são naturais em um partido em crescimento.

"Michelle passa por um momento difícil e decidiu concentrar suas atividades em cuidar do nosso presidente. Temos que respeitar essa decisão", declarou.

Michelle segue cotada para disputar o Senado

Mesmo deixando o comando do PL Mulher, Michelle Bolsonaro continua sendo apontada como uma das principais apostas do partido para as eleições de 2026.

Pesquisas eleitorais a colocam entre os nomes mais competitivos na disputa por uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal.

À frente do PL Mulher, Michelle ampliou a presença feminina na legenda e consolidou sua influência entre o eleitorado conservador, sendo considerada uma das principais lideranças do partido junto ao público feminino.
 

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