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CONFLITOS AGRÁRIOS

há 2 semanas

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Riedel diz que não vai tolerar crimes em conflitos por terra em Mato Grosso do Sul

Governador afirma que Estado garantirá a ordem em qualquer região e defende atuação da polícia após tensão em Sidrolândia

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), afirmou nesta quinta-feira (18) que o Estado não irá tolerar crimes durante conflitos envolvendo áreas reivindicadas por povos indígenas. A declaração foi feita durante evento na Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), em meio à tensão gerada após a ocupação de propriedades rurais em Sidrolândia.

Segundo Riedel, a atuação das forças de segurança é necessária para garantir a ordem em todo o território sul-mato-grossense.

Alems

“Não tem um palmo de terra no Estado de Mato Grosso do Sul onde o Estado não possa estar presente garantindo a ordem, a institucionalidade e o direito das pessoas”, afirmou.

O governador disse que a discussão sobre a questão fundiária é legítima e deve ser resolvida pelas vias institucionais, mas ressaltou que disputas por terra não podem justificar atos criminosos.

“Essa é uma discussão que se arrasta há anos no Congresso Nacional, tem PEC, questionamentos no Supremo Tribunal Federal, grupos de trabalho que ainda não concluíram seus encaminhamentos. É uma discussão legítima, mas não pode servir de motivo para a instalação da desordem”, declarou.

Ao comentar os episódios ocorridos nas fazendas São Sebastião e Água Clara, em Sidrolândia, Riedel classificou as ações como crimes e afirmou que o governo trabalha para responsabilizar os envolvidos.

“A gente está cumprindo a lei. Depredação, furto, roubo qualificado… crime é crime, não interessa quem o faça, da maneira que o faça, o Estado não vai tolerar isso”, disse.

O governador também afirmou que houve “um ato direto de agressão, de invasão de uma propriedade absolutamente legalizada, de destruição de patrimônio privado e de furto”. Segundo ele, a Polícia Militar foi acionada para restabelecer a ordem, recuperar os bens levados e identificar os responsáveis.

Conflito em Sidrolândia

A tensão começou no último domingo (14), quando indígenas da etnia Terena avançaram sobre áreas das fazendas São Sebastião e Água Clara, localizadas dentro da região reivindicada como Terra Indígena Buriti, cuja demarcação está em discussão judicial há mais de dez anos.

Após uma mediação realizada pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e pelo Ministério dos Povos Indígenas, os indígenas deixaram o interior das propriedades, mas permanecem na área de divisa enquanto aguardam uma solução para o impasse.

Os representantes indígenas também recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir uma solução definitiva, incluindo a possibilidade de indenização aos proprietários rurais para que a área ancestral seja retomada por meio de um acordo legal.

“Temos orgulho das comunidades indígenas”

Apesar do posicionamento firme contra os crimes registrados durante o conflito, Riedel afirmou que o governo reconhece a importância dos povos originários na história de Mato Grosso do Sul e defendeu uma solução definitiva para a disputa.

“A gente tem o maior orgulho das comunidades indígenas do Estado. Elas formaram a nossa cultura, são oito etnias presentes aqui e nós queremos dar uma solução definitiva para esse caso, que passa pelo Congresso Nacional”, afirmou.

O governador acrescentou que o papel do Estado é manter a segurança e, ao mesmo tempo, contribuir para a construção de um caminho jurídico que encerre os conflitos históricos pela terra em Mato Grosso do Sul.

Essa versão fica mais próxima do padrão de uma reportagem de jornal impresso, equilibrando contexto, conflito, posicionamento do governo e a fala direta da autoridade.

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