Desembargadores da 1ª Câmara Criminal de Campo Grande votaram pela cassação da medida protetiva concedida com urgência à prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), contra o empresário e pré-candidato a Deputado Estadual, Bruno Ortiz Barbosa.
A Justiça entendeu que a medida protetiva foi solicitada em meio a uma disputa política, e não se trata de um risco de violência de gênero.
Isso porque Bruno ficou conhecido nas redes sociais por publicar vídeos criticando a gestão da prefeita, o que resultou em um processo por parte da chefe do executivo.
A medida protetiva foi solicitada por Adriane Lopes com a justificativa de que ela estaria sofrendo perseguição, o que configuraria violência contra a mulher.
O empresário ficou proibido de se aproximar a menos de 100 metros dela, de familiares e de testemunhas, e de manter qualquer tipo de contato com Adriane Lopes.
A defesa recorreu da decisão, e a relatora, desembargadora Elizabete Anache, alegou que os vídeos publicados são de índole predominantemente política, e que não há elementos que indiquem que os ataques à prefeita ocorreram por ela ser mulher ou por discriminação de gênero.
Os desembargadores Lúcio Raimundo da Silveira e Emerson Cafure acompanharam o voto de Anache.


