O senador Sergio Moro (PL-PR) criticou, nesta terça-feira (9), a reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Segundo o parlamentar, a medida deve dificultar a lavagem de dinheiro internacional das facções e facilitar investigações e o confisco de bens obtidos por meio de atividades criminosas.
O parlamentar destacou que a classificação adotada pelos Estados Unidos tende a dificultar as atividades financeiras das facções criminosas fora do país.
"Sejamos realistas: essa designação dificultará a vida dessas organizações, especialmente no que se refere à lavagem de dinheiro internacional, igualmente em relação a manter seus ativos criminosos, o patrimônio amealhado por essas organizações, a salvo do confisco. Ou seja, vai facilitar o trabalho de investigação e persecução penal contra essas organizações", declarou.
O senador também defendeu o endurecimento da legislação penal como forma de enfrentamento ao crime organizado. De acordo com ele, propostas aprovadas pelo Congresso Nacional, como o fim das saídas temporárias de presos em feriados, enfrentaram resistência do governo federal e de parlamentares da base aliada durante a tramitação.
Moro mencionou ainda o projeto de combate às facções criminosas, de iniciativa do governo federal (PL 5.582/2025, convertido na Lei 15.358). Na avaliação do parlamentar, o texto original da proposta tinha alcance limitado e ganhou maior efetividade após alterações apresentadas por integrantes da oposição.
"A pauta da segurança pública é da oposição, não é propriamente do governo Lula, que sempre foi contra qualquer espécie de endurecimento, seja quando estava na oposição ao governo do qual eu participei, seja depois, agora, com o governo nas mãos do próprio PT e do Lula", afirmou o senador.
** Com Agência Senado


