A irmã da influenciadora Deolane Bezerra publicou um vídeo nas redes sociais neste sábado (23), no qual afirmou que a prisão da influenciadora teria ocorrido por motivações políticas e em razão do apoio declarado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Daniele Bezerra declarou que a suposta “perseguição” teria começado após o posicionamento político da irmã em apoio ao então candidato à Presidência da República.
“O ofício [de abertura de inquérito contra Deolane] foi aceito exatamente no dia 24 de maio de 2022, apenas 30 dias depois de ela demonstrar publicamente a sua posição política”, afirmou Daniele.
Prisão
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante a “Operação Vérnix”, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva. Entre os alvos também estão familiares de Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção, além de Everton de Souza, conhecido como “Player”, investigado como possível operador financeiro do esquema.
Segundo as autoridades, as investigações identificaram uma estrutura financeira milionária usada para ocultar e movimentar recursos supostamente ligados à alta cúpula da organização criminosa. A operação também determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões, além do sequestro de 17 veículos de luxo — avaliados em mais de R$ 8 milhões — e quatro imóveis.
As apurações começaram em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. O material indicava possíveis ordens internas do PCC, contatos entre integrantes da facção e até menções a ataques contra agentes públicos.
Durante o avanço das investigações, a polícia chegou a uma transportadora apontada como possível instrumento de lavagem de dinheiro. A partir da análise de celulares apreendidos, investigadores afirmam ter encontrado conversas, repasses financeiros e conexões entre investigados e Deolane Bezerra.
De acordo com a Polícia Civil, a influenciadora passou a ocupar posição central na investigação por causa de movimentações financeiras consideradas incompatíveis, patrimônio elevado e supostos vínculos com integrantes ligados ao núcleo de comando da facção.
As autoridades também apontam que empresas, bens de alto padrão e movimentações bancárias teriam sido usados para dificultar o rastreamento da origem dos recursos investigados.
A “Operação Vérnix” possui ainda dimensão internacional. Três investigados estariam fora do Brasil, em países como Itália, Espanha e Bolívia. A Polícia Civil pediu a inclusão dos nomes na Lista Vermelha da Interpol.
** Com Suelen Morales


